Jornal
/ Nov
2021

Angélica Salvi conta-nos sobre a colaboração com Moullinex na trilha sonora de ‘Burnt Cork’.

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/ Ago
2021

Manuel Couto, from Granorte, tells us about the process behind the Burnt Cork collection.

Criada em 1972 na região do Porto, a Granorte começou por ser uma produtora de médio porte de granulado de cortiça. Após algumas décadas, veio a tornar-se um dos maiores nomes do negócio dos pavimentos de cortiça em Portugal, tendo clientes em 50 países à volta do globo.

 

O Manuel Couto e as equipas da Granorte abraçaram com entusiasmo o projeto do Noé desde o início, deixe-nos então apresentar-lhe com mais detalhe este nosso parceiro de fabrico.

O Manuel é a pessoa responsável pelo departamento de gestão de CNC/3D & controlo de produção na Granorte, especializado no desenvolvimento de novos projetos e designs. Foi, desde o primeiro dia, o nosso principal parceiro nesta aventura da Burnt Cork.

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/ Ago
2021

Perguntas feitas a Nuno Faria e Tânia Loução , fundadores da NF Cork. A NF Cork está sediada em Faro, no Algarve.

A NF Cork é um negócio de família, encabeçado pela Tânia e pelo Nuno, que nasceu há 7 anos atrás, com o propósito de ajudar a sua congénere Braulio Farias a crescer. Apesar de ser um projeto relativamente recente, a NF Cork traz consigo uma extensa mestria, fomentada por 60 anos de experiência na transformação de Cortiça. São peritos em criação de blocos de cortiça, trabalhando habitualmente com as indústrias da decoração e do isolamento térmico.

 

Quando Noé se encontrou com eles, na sua oficina, em outubro de 2018, a Tânia e o Nuno mostraram uma forte vontade de inovar e explorar novos campos. O seu conhecimento, a sua abertura de pensamento e a sua agilidade guiaram-nos através da aventura que foi desenhar a coleção Burnt Cork e dos seus muitos desafios.

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/ Jun
2021

01. BARRO NEGRO

 

Do you remember what you were doing one year ago today?

A few members of the MADE IN SITU family & friends were gathering in Molelos, experiencing a « Soenga* » firing for Barro Negro pieces.

With the support of ceramists Xana and Carlos, we had the chance to live this beautiful moment during the night of full moon.

Portugal was in a post lockdown phase, and we felt privilege to be there. It’s been a year now and these were the very first steps of the MADE IN SITU project, initiated by
Noé Duchaufour-Lawrance.

 

From this mystical experience, a 13 minutes movie was made then aired during the exhibition of the collection in Lisbon.
To celebrate the one-year anniversary, we have the pleasure to release the BARRO NEGRO movie online today.

 

 

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/ Mai
2021

Nas palavras de Noé:
a coleção Burnt Cork

Quando me mudei para Portugal no verão de 2017, decidi conduzir desde França, uma viagem de três dias que fiz sozinho. Podia sentir a mudança a chegar à minha vida, o começo de um novo capítulo. Esta road-trip foi pautada pelo sentimento, pela procura e pela descoberta, narrada eloquentemente pela paisagem. Ao entrar no país, dei de caras com chamas, com florestas negras reduzidas a cinzas. Foi chocante conduzir por estas encostas em chamas, com um inferno a consumir a paisagem e a deixar um rasto de visível entropia. Assombrosamente negros, galhos de madeira queimada surgiam do chão onde antes existiam árvores. O poder do fogo fez-me estremecer, um dos cinco elementos vitais para a existência na Terra, uma peça-chave no desenvolvimento da cultura. Com a capacidade de transformar ambientes, subtilmente se controlado, e de maneira agressiva quando no seu estado mais indomesticado. O fogo é, ainda assim, algo que possui sempre beleza.  Parte de mim queria pôr isto para trás das costas, mas tirei fotos e esta experiência ficou comigo. Fez-me questionar a minha interação com a natureza, como designer e como consumidor. Sabia que iria voltar a surgir no meu trabalho feito aqui em Portugal.

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/ Fev
2021

In conversation with Moullinex about his work as a composer for the Barro Negro collection.

Moullinex, músico, DJ e produtor Lisboeta, vive para as intersecções: ciência e arte, espontaneidade e formalismo, organicidade e artificialidade, isolamento e comunidade. O Made in Situ aliou-se a Luís Clara Gomes, AKA Moullinex, para a sua primeira coleção Barro Negro, uma coleção com raízes na região de Tondela, Portugal. 

Qual foi o teu papel no projeto Made in Situ? 

 

Fui responsável por lhe dar um som, uma música. Compor uma banda sonora para uma coleção de objetos foi um desafio muito interessante – apesar de estes serem algo estático por natureza, podem provocar reações emocionais em nós, reações dinâmicas, subjetivas e ritualísticas. Começámos com o documentário, que é algo no qual tenho mais experiência, mas fui também incumbido de sonorizar a instalação, o que se revelou um desafio tanto técnico como criativo – exatamente o tipo de desafio que mais me atrai.

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/ Dez
2020

Encontre-se com Daphné Bugey,
a criadora do perfume Soenga.

A viver em Lisboa, Daphné Bugey é uma perfumista independente, e consultora de perfumes para a Firmenich, cujo laboratório se situa em Paris. Após começar a sua carreira em

cuidados do corpo, especializou-se em perfumaria fina, algo ainda conhecido como “perfumaria à base de álcool”.

 

Daphné cria fragrâncias tanto para grandes nomes internacionais (Dolce & Gabanna, Kenzo, Jean-Paul Gaultier ou Hugo Boss), como para marcas de nicho (Le Labo, L’Artisan Parfumeur ou Penhaligon’s).

 

Qual é exatamente o seu papel na coleção Barro Negro?

 

Como parte integrante desta primeira coleção, o Noé desenvolveu uma série de objetos de cerâmica negra, incluindo um difusor de perfume. Criei a fragrância “Soenga” com o propósito de ser utilizada com este objeto. É uma fragrância pura, à base de óleo.

 

O que despertou o seu interesse nesta colaboração?

 

Pessoalmente, estou feliz e grata por poder viver em Portugal. Por isso, a conexão com o conceito do projeto MADE IN SITU foi imediata. A ideia de colaborar com artesãos Portugueses é uma maneira fantástica de nos aproximarmos da cultura do país. Foi esta aventura humana que captou em especial a minha atenção; estava interessada em trabalhar com o Noé, com a sua equipa, com os artesãos.

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/ Out
2020

Xana e Carlos sobre
a coleção Barro Negro

Xana Monteiro e Carlos Lima são um duo de ceramistas portugueses, em Molelos, Tondela. Há mais de três décadas que têm desenvolvido um extenso trabalho em cerâmica negra, respeitando as tradições da olaria mas também abertos a novos desafios criativos. Divulgadores desta Arte, são verdadeiros mestres em Barro Negro e têm desempenhado uma importante e inovadora prática artística em Bienais nacionais e internacionais.

 

O que vos levou a aceitar fazer uma colaboração com o Noé, um designer francês ?


O que nos levou a aceitar esta colaboração com o Noé foi o facto de termos gostado muito do seu trabalho estético, já desenvolvido anteriormente. Para além disso, o facto de ele ter conseguido adaptar as suas ideias ao nosso método de trabalho, resultando num longo processo de conversas, de encontros para concretizar as peças desta coleção.

 

Qual foi o vosso papel na coleção Barro Negro?


Somos artesãos, executámos cada peça desta coleção manualmente, com base nos designs do Noé. Alguns conjuntos de peças foram de co-criação, resultado dos nossos encontros no atelier com o Noé, através de conversas em desenho, maquetes em barro feitas no momento por nós e pelo Noé, colocando as ‘mãos na massa’, permitindo que as ideias e conceitos iniciais se transformassem em algo novo, fruto daquele momento específico.

 

Outras peças foram adaptadas à viabilidade técnica onde tentamos encontrar soluções juntos e alterar certos pormenores nas formas, texturas e proporções de acordo com as técnicas de produção de barro com que trabalhamos e com a própria cozedura das peças.

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/ Set
2020

Barro Negro - Uma colecção que une a materialidade aos sentidos, à terra e ao fogo, à comida, ao cheiro, ao toque e à luz.

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/ Set
2020

8 Questões a
Noé Duchaufour-Lawrance

Porquê deixar a França e escolher Portugal?

Escolher um novo país significa sair da nossa zona de conforto, olhando e depreendendo as coisas de uma maneira diferente. Eu cresci na Bretanha, em França, estava a viver em Paris e à procura de um sítio para respirar e olhar para o horizonte, era uma altura na minha vida em que precisava realmente da sensação de espaço e de um sítio com um espírito de génese. Estes pontos são necessários e inspiradores para o meu trabalho. Em Portugal, o posicionamento geográfico oferece-nos esta oportunidade, o oceano e a terra.

 

Trabalhei muito na minha vida, tendo um carinho especial pelo meu tempo passado com artesãos. Também acho a indústria fascinante, todo o processo que envolve humanos. Eu queria encontrar um sítio onde o design fosse parte da produção.

 

Portugal é um país em mudança – parece que neste momento está em transição, assente na herança mas encontrando-se em movimento, e esta dinâmica é uma das suas vantagens. Sinto que é o único país que volta sempre a si mesmo. Ancorou-se por necessidade em certas tradições, e este elo forte ainda pode ser sentido aqui. O país mantém-se agarrado a uma certa forma de “simplicidade” que, na minha opinião, é essencial. Escolher Portugal é seguir uma nova abordagem – ficar fisicamente próximo do trabalho dos artesãos, nas suas oficinas.

 

É cativante ser um estrangeiro num novo país, é algo novo e revigorante. A base deste projeto reside na sensação, nos momentos de entusiasmo ao longo dessas explorações, como no início de uma história de amor.

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